Considerados uma tendência global, os edifícios inteligentes, ou smart buildings, são empreendimentos que unem inovação e eficiência. Recursos de automação, e tecnologias escaláveis são as principais características que tornam esses espaços não só futuristas, mas preparados para novos estilos de vida e consumo.
Mas como criar hoje uma infraestrutura preparada para o futuro? Veja aqui as principais tendências e recursos já utilizados por edifícios inteligentes e como eles estão moldando a construção civil. Confira como a sua construtora também pode ingressar nesse modelo visto como essencial para o futuro do segmento.
A revolução da automação e o controle em tempo real
Os edifícios inteligentes se baseiam na integração de tecnologias como Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial (IA) e Big Data para garantir eficiência operacional. Com a automação, sensores espalhados por todo o prédio são capazes, por exemplo, de monitorar e controlar sistemas como climatização, iluminação, segurança e consumo de energia.
Mas eles vão muito além de direcionar elevadores para determinados andares em momentos de pico ou manter as luzes acesas somente quando necessário. Nos edifícios inteligentes, a eficiência energética e o controle de informações são características fortemente presentes.
Além disso, é no pós-obra que os edifícios inteligentes se destacam, porque eles precisam trazer ganhos aos moradores ao longo dos anos. Por exemplo: a iluminação, que pode se adaptar à luz natural disponível; o controle de climatização dos ambientes; a infraestrutura elétrica, considerando a possibilidade de aumento de consumo de carros elétricos no país.
Como garantir acessibilidade e escalabilidade?
A adoção de edifícios inteligentes em larga escala depende de soluções acessíveis e escaláveis. Algumas estratégias para garantir isso incluem:
- Infraestrutura de tecnologia
Sistemas de gestão para acompanhamento dos projetos de ponta a ponta são importantes e precisam integrar outras tecnologias para uma gestão realmente eficiente. Ao unir seus sistemas e contar com relatórios, dashboards e dados estruturados sobre os edifícios, sua construtora pode mensurar melhorias e aplicar boas práticas em novos projetos. - Integração com IA para aprendizado contínuo
A inteligência artificial permite que os sistemas aprendam com o tempo, otimizando automaticamente os processos do edifício. Isso significa que um prédio inteligente pode ficar mais eficiente conforme o uso dos espaços mudam, sem necessidade de constantes reprogramações.
- Adoção de soluções modulares
Muitos edifícios existentes podem ser modernizados gradualmente por meio de soluções modulares. Implementar automação por fases é uma estratégia viável para tornar a tecnologia acessível a um maior número de empreendimentos.Esse tipo de projeto pode parecer complexo, mas é também uma oportunidade para construtoras, especialmente as que atuam com retrofit.
- Eficiência energética e sustentabilidade
O Brasil enfrenta desafios específicos quando se trata de eficiência energética, mas também possui grande potencial devido à sua matriz diversificada para a geração de energia. Com a crescente urbanização e aumento do consumo elétrico, edifícios inteligentes podem desempenhar um papel fundamental na redução do desperdício e no uso mais eficiente da energia.
Os smart buildings podem contar com estruturas de geração própria, como painéis solares, mas também sistemas que tornem o consumo mais eficiente, como baterias de armazenamento, soluções de redistribuição e identificação de gargalos, e sensores para otimizar o consumo de eletricidade. A automação permite ajustar a demanda energética de acordo com a necessidade real dos ambientes, reduzindo custos e impactos ambientais.
Para desenvolver edifícios inteligentes, é preciso começar já
Para que edifícios inteligentes se tornem padrão no mercado, a preparação precisa começar agora. Incorporadoras, construtoras e investidores devem considerar:
- Projetos flexíveis e adaptáveis
Arquiteturas que permitam futuras atualizações tecnológicas. - Eficiência energética e sustentabilidade
Edifícios inteligentes devem ser projetados para minimizar impacto ambiental. - Segurança digital
Com a crescente digitalização, medidas robustas de cibersegurança são essenciais para evitar ataques e garantir a proteção dos dados. - Sistemas que otimizem a experiência do morador
Cada vez mais é importante que as tecnologias tornem a vida das pessoas mais fáceis – e não é diferente na construção. Acionamentos de sistemas via aplicativo, acompanhamento de informações e solicitações de manutenções, por exemplo, precisam ser atividades simples e tecnológicas, tornando a experiência do morador conectada.
Ao adotar essas práticas hoje, podemos garantir que os edifícios do futuro sejam mais eficientes, sustentáveis e preparados para as demandas do mundo digital. Quer saber mais sobre essas e outras tendências da construção? Continue acompanhando nosso blog!