Os custos da construção civil vêm aumentando gradativamente, e também traz perdas no pós-obra. Somente entre janeiro e novembro de 2021, por exemplo, o preço dos insumos subiu mais de 13%, de acordo com o Índice Nacional de Custo de Construção (INCC). Isso significa que, com o aumento do volume de investimentos, as perdas do pós-obra são um desafio ainda maior para a lucratividade da construtora.
E é justamente no pós-obra que muitos custos não são percebidos, especialmente os relacionados às manutenções e assistências técnicas. Isso porque boa parte desse trabalho não é realizado a partir de um histórico completo da obra.
O monitoramento destes custos que passam despercebidos também é pequeno. Mas o resultado é a baixa efetividade dos projetos, que acabam não dando o retorno esperado para a construtora.
Se você tem se deparado com esse cenário, é hora de entender quais custos acarretam perdas no seu pós-obra. Confira e otimize sua rotina!
Não reaproveitamento de material
Ao finalizar uma obra não é incomum que os materiais que restaram da construção sejam descartados. Com isso, uma quantidade considerável de insumo que poderia ser reaproveitado em um novo empreendimento se transforma em perdas do pós-obra. Ferro, ferramentas e até aparelhos utilizados ao longo do processo podem ser descartados sem um bom controle do canteiro.
Manter um histórico atualizado dos materiais e transformar este inventário em uma ferramenta de controle de custos é o primeiro passo para acabar com o problema. Há ainda a mudança de cultura, quando a empresa passa a enxergar cada empreendimento como parte de um ecossistema integrado da companhia – mesmo com equipes distintas, essa integração entre os projetos ajuda na redução das perdas do pós-obra, decorrentes do não reaproveitamento de materiais.
Assistência técnica com retrabalho
Quando realizada de forma manual, através de controles em planilhas não consistentes, a assistência técnica é um problema recorrente para a lucratividade da construtora. Isso porque sem um bom histórico e a organização das assistências, equipes são enviadas para o mesmo local, resultando em gastos dobrados.
Outro problema de perdas no pós-obra relacionado à assistência é a falta de definição em relação ao problema no imóvel, conforme o tópico a seguir.
Chamados não identificados
Este é outro empecilho recorrente do pós-obra. Sem uma solução que conecte cliente e construtora, os chamados demandam ao menos dois deslocamentos para o início da assistência técnica: um para identificação do problema e outro para que a equipe especializada atue, de fato.
Apesar dessa rotina ser muito comum no setor da construção, ela impacta diretamente nos custos, que muitas vezes passam despercebidos por já estarem incorporados na rotina da empresa.
Mas não se engane: esse processo pode e deve ser mais eficiente. Com uma boa solução para conectar seu cliente à área de atendimento é possível reduzir em 50% os deslocamentos – e um bom percentual do seu custo e das perdas no pós-obra. Apps como o FastBuilt, por exemplo, permitem que o cliente lance junto ao chamado fotos e descrição do problema. Isso facilita a identificação da assistência e o direcionamento ágil e correto da equipe de atendimento.
Erro de projeto
Existem também aquelas perdas que são identificadas apenas no pós-obra, mas que são consequência de etapas anteriores a ela. É o caso de erros de projeto, que podem implicar em problemas de encanamento, por exemplo.
Para se evitar esses custos e minimizar o impacto na relação com o consumidor, a construtora deve ter um histórico completo das obras, visando atuar na melhoria contínua. Erros de projeto na construção têm alto impacto, que pode ir além do financeiro.
Mão de obra não especializada e as perdas no pós-obra
Por fim, um dos problemas comuns quando se fala em perdas no pós-obra é a falta de mão de obra qualificada para as assistências técnicas. Não obstante, é necessário refazer algum atendimento porque a equipe inicial não conseguiu resolver o problema. Para reduzir estas perdas, é fundamental criar métricas de qualidade para avaliação dos parceiros, além de manter apenas os fornecedores e profissionais especializados no círculo de trabalho. É a velha máxima do barato que sai caro e investir em especialização nunca é demais.
Na sua construtora, quais as outras falhas que acabam resultando em perdas no pós-obra? O que seu negócio tem feito para driblar estes custos? Para saber mais sobre o assunto, entre em contato com nossos especialistas e entenda as possibilidades que a tecnologia traz neste sentido.