Profissionais de engenharia e arquitetura certamente já conhecem o termo As Built. Em tradução literal, significa “como construído”, referindo-se à documentação técnica que registra todas as alterações feitas durante a construção de um empreendimento.
O que muitos não percebem, no entanto, é que o As Built não é apenas uma exigência técnica: ele é um diferencial estratégico para construtoras, incorporadoras e até mesmo para os proprietários dos imóveis. Quando bem executado, reduz custos com manutenção, otimiza reformas futuras e garante conformidade com normas e regulamentações.
O que é o As Built?
O As Built é um conjunto de documentos que representa a construção como ela realmente foi realizada, incluindo todas as mudanças e adaptações feitas ao longo da obra. Ele compara o projeto original com a versão final construída, registrando detalhes como:
- Modificações estruturais, elétricas e hidráulicas
- Alterações em acabamentos e materiais
- Readequações feitas para atender normas ou demandas específicas
Esses registros garantem que qualquer profissional possa compreender a edificação de forma precisa, facilitando futuras manutenções, reformas e expansões.
Como o As Built é aplicado na construção?
O As Built vai muito além de um simples registro técnico. Ele é um documento estratégico que impacta diretamente a gestão do empreendimento ao longo de todo o seu ciclo de vida. Desde a entrega até futuras reformas, sua precisão garante economia, segurança e eficiência operacional.
1. Manutenção e reparos facilitados
Um dos principais desafios após a entrega de uma obra é garantir a manutenção adequada das instalações. O As Built fornece informações detalhadas sobre todos os sistemas da edificação, incluindo hidráulicos, elétricos, estrutura e acabamentos. Isso permite que técnicos e engenheiros saibam exatamente onde cada componente está localizado, evitando erros e retrabalhos.
Por exemplo, imagine um vazamento em um edifício residencial. Sem o As Built, a equipe de manutenção pode ter que quebrar diversas paredes para localizar a comum. Com ele, basta consultar a documentação e ir direto ao ponto, encurtando o tempo de reparo e os custos envolvidos.
Além disso, o As Built possibilita um planejamento mais eficiente das manutenções preventivas. Equipamentos como sistemas de ar condicionado, elevadores e geradores podem ser monitorados e reparados antes que apresentem falhas, aumentando sua vida útil e reduzindo custos operacionais.
2. Base sólida para futuras reformas e ampliações
Empreendimentos passam por modificações ao longo do tempo, seja por mudanças de layout, necessidade de ampliação ou modernização. O As Built oferece uma base precisa para qualquer novo projeto, garantindo que arquitetos e engenheiros possam trabalhar com informações confiáveis.
Por exemplo, ao reformar um prédio comercial para adaptá-lo a uma nova empresa, conhecer a disposição exata das instalações elétricas e estruturais evita que o projeto de renovação comprometa a segurança e funcionalidade do imóvel.
Além disso, com um As Built bem elaborado, é possível realizar simulações para avaliar o impacto de novas construções ou reformas no desempenho da edificação, otimizando o planejamento e reduzindo riscos.
3. Segurança e conformidade legal
O As Built também tem um papel crucial na segurança do empreendimento. Ele serve como referência para garantir que todas as instalações estejam em conformidade com as normas técnicas e regulamentações vigentes, como:
- ABNT NBR 14.645/2005 – Padrões para elaboração do As Built de edificações
- NBR 5410 – Normas para instalações elétricas de baixa tensão
- NBR 5626 – Sistemas prediais de água fria
- NBR 15575 – Norma de desempenho para edificações habitacionais
Em casos de auditorias ou fiscalizações, o As Built funciona como uma garantia documental de que a obra segue todas as exigências.
Além disso, em disputas jurídicas ou sinistras (como incêndios, desabamentos e infiltrações), esse documento pode ser utilizado como prova para comprovar a conformidade da construção e responsabilidades claras.
4. Redução de custos, desperdícios e impactos ambientais
A falta de um As Built bem feito pode gerar retrabalho e desperdícios significativos. Sem informações precisas sobre a obra, há risco de desperdício de materiais e mão de obra ao realizar manutenções ou reformas.
Além disso, a construção civil tem um grande impacto ambiental. Com um As Built bem estruturado, é possível otimizar o uso de recursos, reduzindo a necessidade de intervenções desnecessárias e minimizando resíduos.
Empresas que adotam um gerenciamento eficiente dessa documentação demonstram compromisso com sustentabilidade e responsabilidade ambiental, agregando valor à marca e ao empreendimento.
Os desafios na elaboração do As Built
Apesar de sua importância, a criação de um As Built confiável ainda é um grande desafio para muitas construtoras. A ausência de processos padronizados e o uso de métodos manuais dificultam a precisão e atualização dos documentos. Entre os principais desafios, destacam-se:
1. Falta de registros adequados durante a obra
Muitas das alterações feitas durante a construção não estão documentadas corretamente. Isso ocorre porque, no dia a dia do canteiro de obras, os ajustes são realizados de forma dinâmica, e nem sempre há uma rotina estruturada para registrar essas modificações.
Sem um processo automatizado para capturar essas mudanças em tempo real, o As Built acaba sendo revisado apenas no final da obra, baseado em informações incompletas e muitas vezes imprecisas. Isso pode comprometer a confiabilidade do documento e gerar problemas futuros.
2. Complexidade em projetos de grande porte
Empreendimentos de grande porte, como shoppings, hospitais, aeroportos e indústrias, possuem estruturas complexas, com diversos sistemas interligados. Acompanhar todas as modificações realizadas nesses projetos que exigem um controle rigoroso e uma equipe bem treinada.
Sem ferramentas corretas, acompanhar cada detalhe torna-se inviável, e os erros podem passar despercebidos. Isso pode gerar incompatibilidades em futuras expansões ou até comprometer a operação de alguns sistemas.
3. Uso de métodos ultrapassados e falta de tecnologia
Muitas construtoras ainda utilizam processos manuais para registrar o As Built, como anotações em papel, planilhas desatualizadas ou até desenhos feitos à mão. Esse método está sujeito a erros humanos, perda de informações e dificuldades na organização dos documentos.
Com a evolução da tecnologia, já existem soluções digitais que permitem registrar todas as modificações em tempo real, garantindo maior precisão e agilidade no processo. O uso de aplicativos e plataformas especializadas em documentação de obras reduz falhas e melhora a comunicação entre as equipes.
4. Falta de comunicação entre equipes
A falta de integração entre os profissionais envolvidos na obra é outro grande desafio. Engenheiros, arquitetos, mestres de obra e técnicos precisam estar alinhados para garantir que todas as informações do projeto estejam corretamente documentadas.
Quando há falhas na comunicação, ajustes feitos por um setor podem não ser informados a outro, resultando em inconsistências no As Built. Para evitar esse problema, é fundamental investir em ferramentas que permitam um fluxo de informações eficiente e acessível a todos os envolvidos.
Como o FastBuilt pode transformar a forma como sua construtora gerencia o As Built
Documentação precisa é sinônimo de eficiência e economia. Com a FastBuilt, sua construtora pode ter o As Built na palma da mão, garantindo registros completos e atualizações diretamente do app.
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